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Marchinhas da Paz - Tribuna do Norte - Natal/RN
24/01/2008 00h01

Marchinhas da Paz
CARNAVAL - “Marchinhas antigas você não encontra mais por aí”, disse Maria Dapaz

A pernambucana Maria Dapaz é outra que mergulha de ponta no repertório das marchinhas de carnaval. No disco “Ô Abre Alas - As melhores marchinhas e frevos do carnaval de todos os tempos”, ela revisita o ritmo que começou a embalar a partir da década de 30 os salões do país. Por telefone de São Paulo, onde mora atualmente, ela contou ao VIVER que tudo começou por obra e graça do apoio do público, que sempre pedia um trabalho voltado para o tema. “O pessoal sempre me perguntava daquelas marchinhas antigas que você não encontra mais ou quando encontra são em cima das gravações originais. E aquilo foi entrando na minha cabeça. Comentei com minha produtora, levei a proposta para a gravadora e eles adoraram a idéia”, conta.

Dapaz preferiu não mexer muito nos arranjos das regravações que incluiu no CD. E estão lá pérolas como Índio quer apito, Cabeleira do Zezé, Saca-rolha, Bandeira Branca, As Pastorinhas, Ô Abre Alas e outros hinos que ficaram famosos nos salões do Brasil.

A ousadia fica por conta das composições próprias que a pernambucana assina: Marcha do Abacaxi e Cantiga Pra Lua. A primeira é mais debochada. “A Marcha do Abacaxi fala daquela coisa de jogar tudo para o alto no carnaval, é muito legal”, afirma.

Indagada se é daquele tipo de folião que, como na marchinha, também joga tudo para o alto, ela diz que não. “Não sou carnavalesca de rua, mas de cantar. Minha vida continua sendo assim, uma grande alegria. Além do que aproveito o carnaval para trabalhar bastante. Estamos divulgando o disco aqui por São Paulo”, conta.

Mas será que um disco de carnaval não ficaria restrito ao período da festa? Para a cantora, não. “É atemporal porque não fica restrito, você pode comemorar aniversário, reveillon. Está ligado à qualquer tipo de farra, é super para cima! Você pode reunir sua turma num churrasco e escutar as marchinhas. Por isso vamos nos empenhar na divulgação do disco o ano todo. Na verdade, todos os anos faço um disco e um projeto. O CD das marchinhas é meu projeto enquanto o disco é o Da Cor Morena, que reúne composições minhas e outras pessoas como Dorival Caymmi, por exemplo”, afirma.

Maria Dapaz lembra que tem uma relação quase íntima com Natal. Já se apresentou várias vezes na cidade e esteve, como convidada, em duas oportunidades no prêmio Hangar, promovido pelo produtor cultural Marcelo Veni. “Estive aí em 1997 a primeira vez, toquei no projeto Seis & Meia, num hotel em Ponta Negra, numa casa na Ribeira. Eu adoro Natal”, afirmou.
Leia na Tribuna http://tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=64989

Autor: Caderno Viver

Fonte: Tribuna do Norte/RN 24/01/2008

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